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      Evidências Históricas – Lição 11 – Jesus Um Homem com Um Destino

       

      42 Quando ele completou doze anos de idade, eles subiram à festa, conforme o costume.
      43 Terminada a festa, voltando seus pais para casa, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles percebessem.
      44 Pensando que ele estava entre os companheiros de viagem, caminharam o dia todo. Então começaram a procurá-lo entre os seus parentes e conhecidos.
      45 Não o encontrando, voltaram a Jerusalém para procurá-lo.
      46 Depois de três dias o encontraram no templo, sentado entre os mestres, ouvindo-os e fazendo-lhes perguntas.
      47 Todos os que o ouviam ficavam maravilhados com o seu entendimento e com as suas respostas.
      48 Quando seus pais o viram, ficaram perplexos. Sua mãe lhe disse: “Filho, por que você nos fez isto? Seu pai e eu estávamos aflitos, à sua procura”.
      49 Ele perguntou: “Por que vocês estavam me procurando? Não sabiam que eu devia estar na casa de meu Pai? “
      Lucas 2:42-49

       

       

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      JESUS, UM HOMEM COM UM DESTINO

      Introdução

      Há certas asseverações e fatos concernentes à vida e morte de Jesus. Quando observarmos que os fatos confirmam as asseverações que Ele fez sobre Sua vida e morte, vamos constatar que eles se combinam para produzir um argumento muito forte de que Jesus é muito mais do que um mero homem, que Ele é, de fato, um homem de natureza e destino divinos.

      As Afirmações de Cristo Concernentes à Sua Vida e Morte

      Jesus Afirmou que Ninguém Podia Tirar-Lhe a Vida

      A fim de desenvolver esta nossa lição, queremos notar três asseverações que Jesus fez a respeito de Sua vida e morte. A primeira asseveração que Jesus fez está em João 10:17-18. Jesus disse: “Por isso, o Pai me ama, porque eu dou minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.” Observe a afirmação: Ninguém pode tirar-Lhe a vida.” Esta é a asseveração que nós queremos investigar.

      Quando Ele diz: “Ninguém pode tirar-me a vida”, isto é equivalente a dizer que Ele tem poder e controle sobre Sua própria vida e sobre as circunstâncias a ela ligadas. Além disso, tendo em vista que Ele afirmou que ninguém podia tirar-Lhe a vida, Ele teria que ter poder e controle sobre as vidas de todas as outras pessoas. O que isso mostra é que Ele, de fato, tem o poder para impedir qualquer pessoa, que atentasse contra a Sua vida, de levar tal tentativa a cabo. Ele diz que qualquer tentativa de matá-lO seria vã. Esta é uma prerrogativa que pertence unicamente ao próprio Deus.

      Jesus Afirmou Ter Poder Para Dar a Sua Vida

      A segunda asseveração que Jesus fez foi a de ter poder para dar a Sua vida. Em João 10:18a Jesus disse: Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou.” Perceba que Jesus disse que Ele dá a Sua vida e que tem poder para fazer isso. Alguém pode fazer a seguinte observação: “Bem, por acaso uma pessoa não pode dar a sua vida quando quiser? Acaso não é possível para um homem cometer suicídio? Nós poderíamos nos matar, tirar nossas vidas na hora que quiséssemos, não é mesmo? Mas Jesus não está falando de suicídio aqui.

      Quando um soldado está numa trincheira e; subitamente, olhando ao seu redor, vê uma granada fumegante e pula sobre ela, dando sua própria vida para que seus camaradas possam viver; isto não é suicídio. Ele é condecorado pelo seu governo – Eis aqui um homem que se sacrificou a fim de que outros pudessem viver. Cristo não está falando de suicídio; Ele está falando de sacrificar-se a si mesmo. Ele disse que podia dar a Sua vida quando quisesse. Ninguém pode tirar-Lhe a vida; mas Jesus diz que Ele próprio tem o poder para a entregar na hora em que quiser. Isto é interessante porque há certas situações nas quais os seres humanos não podem tirar suas próprias vidas. A crucificação, como observaremos mais tarde, é uma dessas ocasiões.

      Jesus Asseverou Que Morreria Por Crucificação

      Cristo fez três asseverações. Número um: Ele afirmou que ninguém podia tirar-Lhe a vida. Número dois: Ele afirmou que tinha poder para a entregar. Jesus fez asseverações relativas à Sua morte, mas em Sua asseveração número três, Ele descreveu a maneira pela qual morreria. Notemos, primeiramente, que Ele não simplesmente disse que morreria, mas afirmou de que maneira específica isto ocorreria. Em Mateus 16:21, Ele começou a dizer a Seus apóstolos que iria a Jerusalém e ali, seria maltratado pelos escribas, fariseus, anciãos e pelos principais sacerdotes. Ele também afirma que seria morto; mas Ele não diz como. Contudo, em Mateus 20:19, Ele disse que morreria por crucificação.

      É uma coisa predizer que você vai morrer. A maioria de nós acredita que veremos a morte, a menos que Jesus venha primeiro. Mas Jesus disse que morreria mediante crucificação, o que é completamente contrário à maneira pela qual você esperaria que um judeu morresse, especialmente às mãos de outros judeus.

      Em João 3:14, Jesus assevera que da mesma maneira que a serpente foi levantada no deserto, o Filho do Homem será levantado para que todo aquele que nele crer tenha a vida eterna. Agora, o que é este ser levantado? Bem, é morte por crucificação. Nós sabemos disso por causa do que está registrado em João 12:32 quando o apóstolo cita as palavras de Jesus: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo.” João a seguir explica: “Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer.” (João 12:33). Nós sabemos que Jesus morreu por crucificação. Sua morte na cruz foi exatamente assim! Sendo levantado.

      Cristo predisse a Sua morte e a exata maneira pela qual morreria. Lembre-se, quando Jesus morreu na cruz, uma profecia se cumpriu. Isto será bastante significativo para nós, tendo em vista que várias tentativas foram feitas de matá-lO, de diversas maneiras; mesmo assim, nenhuma delas obteve êxito.

      Ele Afirmou Que Morreria Num Certo Momento

      Há uma outra asseveração que Jesus fez sobre a situação de Sua morte. Ele asseverou que morreria num certo momento. Um dos estudos mais fascinantes no Novo Testamento é a afirmação sobre a hora da morte de Cristo. Isto fala de Cristo como, de fato, um homem com um destino.

      Em João 2, você encontra o relato de Cristo na festa de casamento em Caná da Galiléia. João, sendo uma testemunha ocular e participante naquele evento, registra o momento histórico. João diz que acabou-lhes o vinho. Do que eu estudei, se acabasse-lhes o vinho numa ocasião festiva como aquela, isto iria envergonhar o noivo e a jovem noiva, e os deixar constrangidos. Maria estava na festa de casamento, e assim que souberam que o vinho havia acabado, ela se volta para o seu filho e diz em 2:3: “…‘Eles não têm mais vinho.’” Esta não foi uma afirmação à toa, mera curiosidade, ou algo para levar a conversa adiante. Não é óbvio? Neste evento, João registra precisamente a razão pela qual Maria fez tal afirmação: ela esperava que seu filho fosse capaz de fazer algo sobre o problema. Todavia Jesus respondeu-lhe imediatamente dizendo: “… Ainda não é chegada a minha hora.” (João 2:4). Jesus foi em frente e transformou a água em vinho e, em 2:11, João diz que Ele: “…manifestou a Sua glória …” Mas o que Sua mãe esperava que Ele fizesse completamente? Ele disse: “Não é a hora de fazer isso ainda. Ainda não é chegada a minha hora.”

      Esta frase: “Ainda não é chegada a minha hora.” é feita de maneira a nos fazer entender que havia uma hora específica, um destino específico na direção do qual Jesus avançava e para o qual Jesus havia nascido. João 7:1 diz que Jesus não mais andava na Judéia porque os judeus procuravam matá-lo. Ele começou a falar a Seus irmãos que, naquele momento, não criam que Ele era o Messias. Eles começaram a zombar d’Ele e disseram em João 7:4: “Bem, se tu és o filho de Deus, deves fazer isto conhecido de todos.” Jesus respondeu no versículo 6: “ainda não é chegada a minha hora,” dando a entender que havia uma hora específica para tornar isto conhecido por algum meio, por alguma manifestação.

      Jesus, a seguir, vai para Jerusalém onde passa a conversar com os judeus que, por sua vez, começam a desafiá-lo. Imediatamente tem início um estado de tensão, e João 7:30 diz: “Então, procuravam prendê-lo; mas ninguém lhe pôs a mão,…” Por que não Lhe puseram as mãos? Acaso Jesus chamou doze legiões de anjos para o livrar? Não! A passagem simplesmente diz: “… porque ainda não era chegada a sua hora.” João nem sequer nos explica como foi que Jesus impediu aquelas pessoas de porem as mãos sobre Ele. Isto apenas põe em relevo o fato de que a hora ainda não havia chegado para eles porem as mãos em Jesus, se é que, em qualquer hora, eles assim o fariam. Torna-se evidente que Jesus tinha um destino em direção ao qual avançava, e que não haveria força, no inferno ou na terra, que pudesse mudar tal destino.

      Em João 8:20, Jesus vai ao tesouro do templo e ali ensina. Suas palavras afirmando ser o Messias soavam para os fariseus como o atrito entre duas folhas de lixa. João escreve: “Proferiu ele estas palavras no lugar do gazofilácio, quando ensinava no templo; e ninguém o prendeu, porque não era ainda chegada a sua hora.” Estas afirmações são feitas como para deixar claríssimo que Ele morreria não apenas de uma maneira específica; mas, numa hora específica.

      Ele Identifica Esta Hora

      Enquanto observamos Jesus, um homem com um destino, e percebemos as suas asseverações, revisemos alguns pontos importantes. Primeiro: ninguém poderia tirar-Lhe a vida. Segundo: Ele tinha poder para dar a Sua vida. Terceiro: Ele morreria de uma certa maneira, por crucificação, e numa hora específica. O que nós queremos notar é que Jesus identifica esta hora. João 12 registra que alguns gentios procuravam ver a Jesus. Filipe e André vêm a Jesus e dizem: “Alguns gentios desejam ver-te” (cf. João 12:21-22).

      João não registra a resposta de Cristo aos gentios. O que Ele registra, contudo, é a reação de Jesus em 12:23: “É chegada a hora…” Quando esses gentios procuravam por Jesus, o que quer que possamos deduzir disto; nós sabemos que, naquele momento, Jesus disse: “Agora é a hora.” Ele imediatamente diz a você que hora é esta. Ele disse: “É chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem.” (João 12:23). Assim, a hora é a hora de Sua glória.

      Jesus imediatamente começa a falar sobre Sua morte. Ele diz: “Em verdade, em verdade vos digo que: se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto.” (João 12:24). Jesus diz: “É assim que tem que ser: eu tenho que morrer para dar-lhe vida, e você tem que morrer para a sua maneira de viver, a fim de salvá-la eternamente.” Mas que hora é esta? É a hora de Sua glória. Mas Ele fala sobre Sua morte? Sim, é a hora de Sua morte. Assim, conforme João 12:27: “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? ‘Pai, salva-me desta hora?’ Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome!’” Agora, finalmente, a hora é chegada. É chegada a hora de Cristo morrer. Esta é a hora de Sua glorificação.

      Contudo, não é apenas a hora de Sua morte que é importante. Em João 13:1está escrito: “Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” Eis a hora à qual Ele finalmente havia chegado: a hora de Seu destino, a hora de Sua morte, sepultamento, ressurreição e ascensão de volta ao Pai. Esta é a hora; não uma hora de sessenta minutos, mas um momento específico no tempo. Momento no qual o evento mais decisivo, crucial, prodigioso, absolutamente tremendo, espantoso e terrível que jamais ocorreu na história, se realizou. A hora da morte, sepultamento, ressurreição e ascensão de volta ao Pai. Esta é a hora de Cristo.

      Tudo isto mostra, então, que Jesus é um homem com um destino. Ele nasceu para um certo destino. Ele veio ao mundo para morrer na cruz; não de outra maneira; e, a seguir, ressuscitar e subir ao Pai. Tudo isso seria uma prova de Sua natureza divina e da certeza de Suas declarações de poder nos salvar do pecado, morte e inferno. Que coisa maravilhosa! Estas são as asseverações que Ele fez.

      Os Fatos Concernentes à Sua Vida e Morte

      O que nós queremos notar agora são os fatos relativos à Sua vida e morte. Nós veremos que os fatos comprovam as asseverações que Ele fez sobre Sua vida e morte. Perceba, antes de mais nada, que as tentativas feitas para matar Jesus falharam completamente. Lembre-se o que Ele disse: “Nenhum homem pode tirar-me a vida.” Vejamos se Ele comprovou esta declaração.

      O que nós aprendemos em Mateus capítulo 2?

      Nós aprendemos sobre o nascimento de Cristo e sobre Herodes; homem muito inseguro, um assassino e traiçoeiro. Ele ouviu sobre Cristo e entendeu dos escribas que Ele era o Messias da profecia do Velho Testamento. Tendo sabido dessas coisas, Herodes tenta fazê-lo morrer ao fio da espada. A Bíblia diz que o bebê foi arrebatado da terra da Judéia para o Egito, onde Ele estaria seguro. Herodes tinha tentado fazê-lo morrer pela espada; e foi um fracasso.

      Em Lucas 4, nós lemos um dos mais dramáticos e fantásticos eventos que aconteceram na vida de Cristo. Pessoas tentam matá-lo. O registro deste acontecimento encontra-se em Lucas 4:16-30. Jesus entra na sinagoga em Nazaré; e lá, fez os preparativos com o chefe da sinagoga (este era o costume deles antes de falar), tomando o livro de Isaías a partir do que conhecemos hoje em dia como o capítulo 61. Aquela leitura era a passagem do grande servo, onde diz que Jeová iria derramar Seu Espírito no servo de Deus e que este traria liberdade aos cativos. Jesus lê esta passagem na sinagoga.

      Lucas então relata que os olhos de todos na sinagoga estavam fitos n’Ele, enquanto as palavras de graça fluíam de Seus lábios. Então Jesus disse: “…‘Hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lucas 4:21), ao que eles se opuseram dizendo: “Este não pode ser o Filho de Deus. Não é este o filho de José? Nós o conhecemos desde que Ele era um garotinho. Este não pode ser Ele.” Jesus respondeu: “. . . nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra.” (Lucas 4:24). Ele então começou a fazer afirmações que os ofendeu, quando na verdade deveria ter-lhes feito chorar. Mas Lucas 4:28-29 afirma: “Todos na sinagoga, ouvindo estas coisas, se encheram de ira. E, levantando-se, expulsaram-no da cidade e o levaram até o cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo.”

      Eu estive no exato local onde este evento ocorreu. Em 1966, quando fiz minhas jornadas nas terras bíblicas; fui à cidade de Nazaré, onde nós pudemos ver o precipício bem de cima e, lá embaixo, a outra parte da cidade. É claro que naquele momento eu pensei sobre este evento. Você certamente morreria se pulasse dali. E eles tinham toda a intenção de lançar Jesus lá do topo, matando-o. Eis aqui uma turba enfurecida, fazendo tudo o que pode para matar Jesus. Eles O levam ao cimo do monte para que possam atirá-lo de cabeça para baixo, e Lucas registra o que ele obteve de testemunhas oculares que assistiram ao fato.

      Ele disse em 4:30: “Jesus, porém, passando por entre eles retirou-se.” Que enunciado espantoso! Não diz que Ele convocou doze legiões de anjos para livrá-lo. Não diz que Ele simplesmente empregou mágica e imediatamente fez todos pararem. Absolutamente não. Apenas diz que Jesus passou por entre eles e seguiu o Seu caminho. Lucas não entende, nem explica como Jesus fez isso. Nós também não entendemos como Ele fez isso também; mas o ponto é que Ele exerceu uma prerrogativa divina que apenas Deus poderia exercer; e você não poderia explicar isso se tivesse que fazê-lo. Ele simplesmente passou por entre a multidão e seguiu o Seu caminho. Por quê? Porque Sua hora ainda não havia chegado. Duas coisas se combinam aqui: Jesus assevera que ninguém pode tirar-Lhe a vida e parece levar a cabo essa asseveração. A razão é que a hora de Sua morte ainda não havia chegado. Ele não iria ser morto pela espada, ou por cair montanha abaixo quebrando o pescoço.

      Em João 7, Jesus está em Jerusalém e, mais uma vez, ofende os fariseus com suas declarações. Os fariseus estão com ciúmes quando O ouvem falar às multidões. Em João 7:32, os fariseus ouviram a multidão murmurar coisas concernentes a Ele, e assim, os principais sacerdotes e os fariseus enviaram oficiais para levá-lo. Agora, aqui estão alguns soldados. Eu estava certa vez no exército, portanto, eu sei o que é receber uma ordem. É melhor que seja cumprida. Estes soldados foram enviados para prenderem o Nazareno. Contudo, João 7:45-46 afirma que os guardas voltaram à presença dos principais sacerdotes e fariseus e estes lhes perguntaram: “…‘Por que não o trouxestes?’” Eles não o prenderam; em vez disso, responderam: “Jamais alguém falou como este homem.” Soa como se os fariseus estivessem quase dizendo: “Vocês querem nos dizer que Ele os convenceu a não prendê-lo?” Ele exerceu algum tipo de prerrogativa divina. Pense sobre o fato de que eles tentaram matá-lo à espada. Tentaram jogá-lo de um penhasco. Não puderam nem mesmo prendê-lo; muito menos matá-lo. Você não vê então que os fatos na vida de Cristo estão comprovando Suas asseverações?

      Os fariseus até mesmo tentaram apedrejá-lo. Em João capítulo 8, Jesus começa a dizer que Ele é Deus; e claro, os fariseus se opuseram a isso. Em João 8:58, Jesus diz: “…‘antes que Abraão existisse, Eu Sou!’” Ele usou exatamente a mesma expressão registrada por Moisés como resposta à sua pergunta a Jeová: “Quem tu és?” “Disse Deus a Moisés: Eu Sou o que Sou.’” (Êxodo 3:14). Jesus disse: “Eu Sou.” Assim, Ele disse ser nada menos do que o Deus eterno, o Jeová do Velho Testamento. Imediatamente, em 8:59: “Então, pegaram em pedras para atirarem nele; mas Jesus se ocultou e saiu do templo.” Por que Ele foi capaz de sair do templo? Porque eles não podiam tocar em Jesus? Mesmo tentando matá-lo; não podiam tocar n’Ele. Em João 10:30, Jesus disse: “Eu e o Pai somos um.” A reação imediata está no versículo 31: “Novamente, pegaram os judeus em pedras para para lhe atirar.” Ele, a seguir, começou a indagar-lhes a razão pela qual estavam tentando fazer isso. Eles começaram a respondê-lo, e a tensão começou a crescer. Finalmente, diz em 10:39: “Nesse ponto, procuravam, outra vez, prendê-lo, mas ele se livrou das suas mãos.”

      Ao longo do evangelho de João, está registrado que por todo o ministério de Cristo, pessoas tentaram matá-lo; e falharam completamente. Todo o Seu ministério público foi ameaçado pelos judeus. Em João 5:17 Jesus diz:“. . . ‘Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.’” Ele disse: “Meu Pai …” como que reivindicando ser um com Deus. Quando Ele disse isso, os judeus tentaram matá-lo porque Ele se fez a si mesmo igual a Deus. Em João 7:1 está escrito que Ele não mais andava abertamente na Judéia, porque eles buscavam matá-lo. Ele então foi para Jerusalém; e, em João 7:25, toda a população disse: “…‘Não é este aquele a quem procuram matar?’” Era de conhecimento comum que as autoridades estavam tentando matar Jesus Cristo. Em João 11:47-48 está escrito: “Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: ‘Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais? Se o deixarmos assim, todos crerão nele; depois, virão os romanos e tomarão não só o nosso lugar, mas a própria nação.’” Isto mostra a você onde de verdade o coração deles estava. João 11:53 nos diz: “Desde aquele dia, resolveram matá-lo.” Jesus Cristo acabara de se tornar o inimigo público número um. O que nós estamos lendo aqui? Nós estamos lendo que, ao longo de todo o ministério de Jesus, esforços foram feitos para matá-lo; e não puderam ser levados a efeito. O que nós vimos aqui? Nós vimos que Jesus disse que ninguém podia tirar-Lhe a vida e vimos também que Ele levou esta asseveração a cabo. Todas as tentativas de matar Jesus falharam, todas elas.

      Jesus Morreu no Momento de Sua Própria Escolha

      Um outro fato a respeito das asseverações de Cristo é que Ele morreu no momento de Sua própria escolha. Primeiro: vamos relacionar os eventos de Sua vida e morte com a declaração de morrer de uma certa maneira, que deveria ser por crucificação. É importante notar que Jesus morreu na cruz. Ele morreu por um ato de Sua própria vontade. Graças a Deus que não podemos aprender sobre crucificação por observação hoje em dia, embora possamos por meio de estudo. Estudando algumas boas enciclopédias bíblicas ou de outro gênero, você aprenderá que, para um homem morrer por crucificação, levava algo em torno de 36 a 72 horas (de um e meio a três dias). Geralmente a pessoa iria chegar a desejar a morte. Ninguém morria por crucificação, e nenhum crucificado morria por causa de perda de sangue; não havia muita perda de sangue; não era assim que as pessoas morriam numa cruz. Geralmente elas desejavam morrer, os pulmões inundavam-se de líquido, ou a pessoa se sentia esgotada. Sabe-se que um homem ficou pendurado numa cruz por nove dias. Era uma punição cruel, incomum e horrível. Nosso Senhor disse que Ele morreria quando estivesse pronto. Ele disse: “Eu tenho poder para dar a minha vida” (cf. João 10:18). Você não acha que algumas daquelas pessoas gostariam de ter o poder de morrerem na cruz? O tempo que levava para uma pessoa comum morrer na cruz era de um dia e meio a três dias. Mas eis aqui algo notável: Marcos 15:33-37 afirma que Cristo morreu em seis horas. Esta é uma das coisas mais fantásticas que podemos ler. Em João 19:31-33 é registrado que quando os soldados vieram para quebrar as pernas dos ladrões, eles perceberam que Jesus já havia morrido. Aqui está o que nós queremos ver. Deixe-me ler para você do meu livro sobre esse assunto: “Marcos nos diz que Jesus foi crucificado na hora terceira, por volta de nove horas da manhã, e que Ele morreu na hora nona, por volta de três da tarde.”

      A importância deste fato não pode ser exagerada. Tivesse Jesus permanecido vivo na cruz pelo tempo que normalmente se levava para morrer por crucificação, não teria havido nenhuma evidência de que Ele tinha exercido Sua prerrogativa divina de dar a Sua vida por um ato de Sua própria vontade, como Ele havia declarado anteriormente. Iria parecer que Ele havia morrido como qualquer outro homem morreria numa cruz. Era, portanto, necessário que a morte acontecesse antes, enquanto ainda havia força vital fluindo por Seu corpo. Nós temos razão para esperar que um homem comum sobrevivesse à penosa experiência da crucificação, se ele fosse removido da cruz apenas seis horas após sua crucificação. Mas, notavelmente, Jesus morreu na cruz em seis horas. Eu acho que isto muito facilmente explica a surpresa de Pilatos quando, em Marcos 15:43-45, José de Arimatéia foi pedir o corpo de Jesus. Pilatos, surpreso por Ele já estar morto, chamou o centurião do pelotão de execução e certificou-se que Ele estava, de fato, morto. Pilatos não esperava que Ele tivesse morrido tão rapidamente. Há apenas uma conclusão à qual nós podemos chegar. Este homem morreu quando Ele estava pronto para morrer. João 19:30 diz: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: ‘Está consumado!’ E inclinando a cabeça, rendeu o espírito.” Ele morreu por um ato de Sua própria vontade. Ele comprovou a Sua asseveração: “Tenho autoridade para a entregar…” (João 10:18).

      O que nós vimos? Ninguém podia tirar Sua vida. Ele tinha poder para a entregar. Ele morreu numa maneira e momento específicos. Os fatos na Sua vida comprovam tal verdade. Todas as tentativas de matá-lO fracassaram. Ele morreu por crucificação; não por apedrejamento, e Ele morreu no momento de Sua própria escolha. Isto apóia a afirmação do centurião. Isto a explica, porque quando Jesus morreu, Marcos 15:39 diz que o centurião do pelotão de execução que ali estava, quando ele viu Jesus morrer disse: “…‘Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus.’” Não era assim que um pagão iria comentar? Este homem estava fantasticamente impressionado com o que ocorreu na cruz. Ele sabia que isto era contrário a tudo o que podia se esperar de uma crucificação.

      Vamos tirar algumas conclusões.

      Primeira: as asseverações de Cristo são confirmadas por Sua morte. Todos os fatos são contrários aos anseios e agonia pela morte. Jesus morreu em seis horas. Isto não era de se esperar, mas Ele morreu assim mesmo.

      Acaso isto não apoia Suas asseverações?

      Pergunta: De onde o poder que Jesus tinha procedia?

      De onde vinha o controle que Ele possuía?

      Segunda: podemos nós razoavelmente esperar tal poder e tal controle sobre a vida e circunstâncias de outras pessoas que Jesus demonstrou? De um simples homem nós não podemos esperar isso.

      No que é mais razoável crer?

      É razoável crer que Jesus era um simples homem?

      Ou é razoável crer que Ele é quem afirmou ser: o Filho de Deus com poder?

      Eu escolho crer que Ele é nosso Salvador ressuscitado.

      E você?

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